É assim que a internet funciona.
Neste video é dado um exemplo de como que é um utilizador em Inglaterra acede a um website (que neste caso é http://worldsciencefestival.com) cuja origem é nos EUA.
STOP ACTA
Em junho mais tardar Julho, a Comissão Europeia vai voltar a analisar a assinatura do Anti-Counterfeiting Trade Agreement, como tal algumas organizações têm desenvolvido algumas formas de protesto contra à sua possível assinatura.
Esta é uma petição criada pela Avaaz com vista a reunião do maior número de utilizadores (de modo a poder-se chegar às 750,000 pessoas) contra à aderência da Europa a este acordo. A sua assinatura só implica a cedência de um mail, nome e Código Postal. Sendo utilizador consciente e defensor deste meio visite http://www.avaaz.org/po/acta_time_to_win/?fnqzNcb&pv=43
A La Quadrature du Net está também a incentivar uma manifestação no dia 9 de Junho a nível europeu neste sentido.
“Bloquear motores de busca, cobrar excessivamente pelo uso da internet, torturar ativistas para obter as suas palavra-passes de acesso ao Facebook e ao Twitter, aprovar leis que controlam o que pode dizer-se online- estes são alguns dos métodos usados por países como a China, a Síria, Cuba ou Azerbaijão, para impedir que jornalistas, bloguers e ativistas escrevam sobre os abusos de direitos humanos” Amnistia Internacional
A Amnistia Internacional, ONG responsável pela defesa dos direitos humanos em todo o mundo, tem feito algumas campanhas contra censura da Internet. Acusou algumas empresas mundiais responsáveis pela web, de terem colaborado com regimes repressivos, restringindo a liberdade online.
No video acima, realizado pela amnistia, o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales fala sobre o valor da liberdade de expressão online, afirmando que a internet veio facilitar o modo com que comunicamos e partilhamos informação, no entanto, este seu carácter democrático não tem vindo a ser respeitado em muitos paises do mundo.
Outro projecto realizado neste âmbito foi a campanha Freedom Dictionary, na qual qualquer pessoa podia participar ao libertar uma determinada palavra que não podia ser dita pelos povos do Medio Oriente contribuindo deste modo para a revolução nesses locais.
Eli Pariser, é um activista politico e defensor da web, presidente da MoveOn.org, co-fundador da Avaaz.org, chefe executivo da Upworthy.com e autor do livro The Filter Buble: What Internet is hiding from you editado o ano passado.
Nesta Ted Talk, Pariser reflecte relativamente à filtragem de conteúdo que ocorre actualmente na grande maioria dos sites que visitamos, desde facebook ao Google. Afirmando que as companhias cibernéticas ao filtrarem os dados, pensando que estão a ir ao encontro das nossas preferências, a verdade é que fazem com que acabemos por ficar numa bolha, não tendo a oportunidade de explorar informação que nos pudesse desafiar ou alargar horizontes.
“On the Web, we often see what we like, and like what we see. Whether we know it or not, the Internet creates personalized e-comfort zones for each one of us… And what’s wrong with that? Plenty, according to Eli Pariser, the author of ‘The Filter Bubble: What the Internet Is Hiding From You.’ Personalization on the Web, he says, is becoming so pervasive that we may not even know what we’re missing: the views and voices that challenge our own thinking.” _ Natasha Singer, The New York Times
O inicio 2012 foi um ano atribulado para a web devido à ponderação de aplicação de leis como a SOPA E PIPA nos EUA, o que gerou inúmeros protestos online, como por exemplo, o blackout de sites como o wikipedia, google, wired, reddit, wordpress, entres outros no dia 18 de Janeiro deste ano. Felizmente a lei não foi aprovada, contudo como utilizadores assíduos devemos continuar estar atentos a este tipo de debates.
Se nos EUA ponderou-se esta lei, na Europa começou a ser discutida a assinatura da ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), o que é explicado no video acima, desenvolvido pela La quadrature du net (grupo defensor que promove os direitos digitais e liberdade dos cidadãos). Este é um acordo tem vindo a ser discutido secretamente, tendo-se tornado público em 2008 após a publicação de um documento no Wikileaks.
Este acordo foi assinado por paises como Australia, Canada, Japão, Marrocos, Nova Zelândia, Singapura, Coreia do Sul, EUA numa cerimónia sue ocorreu em Tokyo. A União Europeia, o México e a Suiça participaram também nesta cerimónia, demonstrando apoio mas não assinaram. Sendo que no inicio de 2012 o assunto voltou a ser debatido pela União Europeia, mas devido a países como a Alemanha, Bulgária, Eslováquia, Estónia, Holand, Letónia, Polónia e Républica Checa terem-se recusado a assinar, a aprovação pela UE acabou por ser congelada (dito isto, chega-se à conclusão que Portugal seria um dos paises que assinaria…).
Se uns vêm a ACTA como uma luta contra a pirataria e algo positivo tanto para as empresas como para o crescimento económico, a verdade é que não se pode encarar esta acção superficialmente, devendo-se perceber que implicações estão associadas a medidas como estas, como é o caso da acessibilidade da informação.
Dando o exemplo do mercado da música e do cinema, é verdade que é imoral para com os músicos, editoras, produtoras e realizadores aceder aos seus trabalhos sem lhes dar algo em troca, mas as pessoas quando gostam realmente do trabalho pretendem adquirir o original, e no entanto continuam a ir ao cinema, a comprar albuns e a ir aos concertos. O facto de estarem disponíveis online não deve ser visto como limitativo, por vezes essa troca até permite atingir um maior leque de pessoas, aumentando o numero de apreciadores. Por sua vez estas industrias devem saber jogar com o próprio meio, como fizeram, por exemplo, os Radiohead, ao disponibilizarem algumas músicas online em mp3(que para quem é entendedor é um formato cuja qualidade não é a mesma do cd).
E se por um lado assistimos à queda da vendas de discos e dos filmes, por outro assistimos ao aumento do número de concertos e festivais que esgotam facilmente.
Relativamente aos filmes as pessoas acabam por ir ao cinema porque a experiência é completamente diferente da que se têm em casa.
NYTimes_Copyrights and Internet Piracy (SOPA and PIPA)
Público_Tim Berners Lee & Sergey Brin Alertam para os perigos do controlo da Internet
Público_Repórteres sem Fronteiras criticam EUA e UE por restrições de acesso à internet
Público_70% dos jovens europeus são contra leis de direitos de autor mais severas na internet
BBC_Acta: European Parlament’s Schulz criticises treaty
metadesign
Na década de 1980, a arte, o design e as teorias culturais começam a aliar-se à tecnologia, emergendo um novo conceito de design - o Metadesign. Esta nova abordagem atingiu um interesse especial nos 90, devido à expansão das tecnologias de informação e por sua vez da internet, sendo que actualmente é uma forma de design a ganhar cada vez mais importância.
Segundo Gerhard Fischer
“Meta-design characterizes objective techniques and processes for creating new media and environments that allow the owners of problems to act as designers”
Isto é, consiste numa metodologia que desafia os utilizadores a participarem conscientemente num determinado projecto, procurando determinado tipo de problemas e contribuindo para as respectivas soluções, transcendendo-se o simples acto de aquisição de informação.
Num Colóquio sobre metadesign organizado em 2007 pela Attainable Utopias na Goldsmith, University of London , John Wood nafirmou que para si este tipo de design,
“Generate increased levels or synergy, i.e. better accord between different parts of the whole, where synergy is defined as the sharing of data, the sharing of information, integration of experience and skill in knowledge-sharing synergies, and the complex idea of wisdom-sharing synergies.”
Assim, relembrando o conceito de sinergia de Buckminster Fuller, Metadesign é uma forma de actuar em colaboração, sendo que a web surge nesta prática como o meio ideal para essa troca de ideias e soluções de problemas, fazendo com que em projectos como a metadesigners.org, seja possível a qualquer membro partilhar e aceder a conteúdos que vão ao encontro desse desempenho na sociedade.
Refs.
Fuad-Luke, Alastair (2009), Design Activism: Beautiful Strangeness for a Sustainable World, Routledge.
Este foi um projecto apresentado nas Conferências Seven on Seven, organizado pela Rhizome. Nestas conferências, sete artistas e sete programadores/técnologos são organizados em pares e desafiados a criarem algo de novo no decurso de um dia, desde aplicações, media sociais, obras de arte, produtos entre outros.
Cultural Differences foi desenvolvido pelo programador Aaron Swartz e pela artista/fotografa Taryn Simon, e consite num motor de busca, cujos resultados da palavra pesquizada resultam nas seis imagens principais que aparecem no Google Image em 15 paises, fazendo-se uma comparação do que essa palavra sugere em diferentes culturas.
Esta plataforma, para além de elevar questões políticas, surge também como uma aplicação útil para designers, que deste modo reforça a questão de que uma simples palavra em contextos e culturas traduz-se em imagens diferentes e vice-versa.
source: Cool Hunting
Refs.
http://www.newmuseum.org/
http://www.aaronsw.com/
http://tarynsimon.com/
http://demandprogress.org/
http://rhizome.org/
“Many people think that technology is a problem in that it dehumanizes people. And, instead, I think it’s a great thing because it humanizes objects.
(…) Technology would not become life without design and design would not function without technology, because design is a matter of translating technology into things that people can use.” Paola Antonelli.
Neste video Paola Antonelli, curadora responsável pelo departamento de Arquitectura e Design do Museum of Modern art, faz uma breve apresentação sobre o que consistiu a exposição Talk to me, que esteve patente no MoMa de Julho a Novembro do ano passado (2011). Esta foi uma exposição cujo objectivo se assentava na relação entre as pessoas e os objectos, relativamente ao processo de comunicação. Analisando-se simultaneamente o papel que design desempenha neste processo, sendo o intermediário que faz com que a mensagem passe de forma efectiva.
Talk to me eleva questões importantes que se relacionam com o conceito deste blog, desde o facto dos objectos actualmente, terem uma carga informativa bastante superior relativamente aquela que se traduz no seu uso imediato, podendo servir de plataformas de acesso a sistemas de redes complexos, que o design acaba por nos ajuda a compreender melhor.
É neste sentido que enfatizo que a sociedade usufruí melhor das plataformas web, se realmente compreender o seu funcionamento e possibilidades, deixando de ver a internet apenas como um meio de entretenimento. Sendo uma ferramenta de comunicação não muito antiga, é natural que essa percepção ainda esteja a ser construída por grande parte da sociedade. Se nesse processo interferirem censuras e distorções, essa aprendizagem acaba por sofrer consequências, não só nas vidas pessoais de cada um, mas também na estruturação desta sociedade interligada.
Ana Henriques (21), Lisboa, Portugal.
Blog criado no âmbito da disciplina de projecto DC5 do curso de design de comunicaçao da FBAUL.
Partindo do conceito de sinergia de Buckminster Fuller ("Behavior of wholes unpredicted by behavior of their parts") este projecto surge como análise dos paradigmas relacionados com a sociedade em rede, dos meios que a possibilita e o impacto que têm na organização da sociedade actual.
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